quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Terror da A28 e VCI


Eu moro a uma distância de cerca de 15 minutos do meu local de trabalho. No entanto, às vezes, demoro quase 1h a fazer o trajecto. E quando isso acontece ao final do dia em que estou desejosa de chegar a casa é do piorio. No entanto, arranjei uma terapia (para mim e para os outros) ponho música (mexida e divertida, de preferência) e lá vou eu toda satisfeita a cantar. Porém, como estou, maior parte das vezes, parada tenho o hábito de fazer coreografias, bater palmas etc e tal. Sim, sei que isto é loucura pura mas é um divertimento total e sei que ponho algumas pessoas bem dispostas que, numa situação normal, estariam a bufar pelos quilómetros de fila e do tempo que perdem por ali estarem parados. Vejo os carros que passam que se riem à gargalhada por ver as minhas figurinhas e olhar discreto no espelho retrovisor do carro que vai à minha frente. Poderão rir-se das minhas figuretas mas sei que por momentos faço com que se esqueçam do dia mau no trabalho ou daquilo que os espera em casa...
Para mim é óptimo e deixa-me com um astral elevadíssimo!

Não nos deixeis cair na tentação...

... de nos encostarmos no sofá em frente a uma caixa a ver coisas sem interesse e faz com que tenhamos muitos e muitos momentos como os que tenho tido nos últimos dias.
É verdade que, por pouco trabalho que haja este mês, há sempre o cansaço das viagens de carro, do calor e de tudo que não muda independentemente do mês em que estamos. E continua a haver a rotina de chegar a casa e fazer o jantar e arrumar a cozinha e tudo e tudo. Mas, nos últimos dias, tenho combatido a inércia de me sentar em frente à televisão e esperar que a Madalena sucumba e eu possa fazer o que quer que seja que tenha para fazer. Temos brincado. Temos conversado. Vamos para o quarto dela e fazemos puzzles, jogamos às cartas, conversamos.... E só Deus sabe como às vezes o que me apetecia era esticar as pernas e descansar mas tem-me sabido tão bem que vocês não imaginam. Sou uma sortuda por ter a minha Baleca e espero multiplicar estes momentos por muitos e muitos dias, meses e anos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alma em Lisboa e Porto no coração

É assim que me sinto.
Este fim de semana fui a um concerto a Lisboa. Talvez por me fazer recordar o meu tempo de "meninice" vieram-me tantas e tantas lembranças de quando Lisboa era minha: de alma e coração.
Ao passar por diferentes sítios fui dando indicações, a quem estava comigo, o "que" era, o que "significava" cada monumento e alguns segredos da cidade de Lisboa. Recordei-me então, de tudo o que aprendi na faculdade para, um dia mais tarde, poder mostrar aos "nossos" turistas. Senti-me bem!!
Pude admirar a grandeza do rio Tejo que continuo a achar o mais bonito de todos eles.
Passei por Santa Apolónia e veio-me à memória o dia em que fui buscar o"meu" carro (um Ford Fiesta branco) acabadinho de chegar de comboio vindo do Porto. E da surpresa que foi quando o pai me passou as chaves para a mão e me disse para o conduzir... O meu coração voltou a bater a 100 à hora como nesse dia.
Ao ver a Sé (linda como só ela!) fartei-me de rir a contar aos meus companheiros de viagem os passeios com a tia Maria pelas ruas sinuosas de Alfama e a maneira contagiante como nos contava todas aquelas aventuras dos cavaleiros e princesas do antigamente.
Foram muitas outras coisas que me passaram pela cabeça e que demoraria anos (pelo menos 24) até conseguir contá-las a todas. Mas, posso dizer-vos, que vim recheada de coisas boas e de um sentimento muito bom.
O Porto conquistou-me e roubou-me o CORAÇÃO mas a minha ALMA há-de sempre pertencer à cidade de Lisboa, a minha cidade.