terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Expectantes ou Espectadores?
Estou farta de ver gente da minha geração (a que já foi chamada de rasca) a ficar cada vez mais velha e rezingona (nem sei se esta palavra existe) e com menos esperança no dia de amanhã.
Ora bem, depois da "chapada" há que regressar à tona e fazer-me à vida. Procurar alternativas, alguma coisa tem que haver que eu possa fazer. Resolvi "agarrar o touro pelos cornos" e tracei objectivos. Começo a colocar ideias antigas no papel e vou transformar esta crise numa oportunidade.
A casa da Matilde
Matilde tinha uma casa de bonecas só dela. "É o meu sitio preferido", como gostava de dizer.
A casa tinha 3 janelas e uma porta e era do tamanho exacto para ela e os seus bonecos.
A mãe gostava muito de a espreitar, sem que ela se apercebesse, e ficava deliciada a vê-la falar com os peluches, as Nancys e as Barbies, com um tom muito adulto, quase como se a quisesse imitar!...
A casa da Matilde era muito especial: apesar de ser de cartão ela imaginava que estava num palacete feito das mais diversas gulodices (já vos tinha dito que ela era muiiiiiiito gulosa?!). As janelas eram feitas de quadrados de gelatina das mais variadas cores. A porta era uma gigante bolacha de chocolate com uma pequena ranhura por onde espreitava para ver quem se aproximava dos seus domínios. No interior as paredes estavam cobertas de marshmalows que lhe davam a sensação de estar sempre nas nuvens. Sempre que se entrava no quarto da Matilde havia sempre um cheiro fantástico a baunilha.
As tardes eram passadas na brincadeira mas chegando à noite o que a Matilde mais gostava era de imaginar o que estariam os seus amigos a fazer enquanto ela observava a casa da sua cama. Às vezes ela jurava que os ouvia a rir a noite toda. E ela, ria também a imaginar os disparates que estariam a fazer.
A casa tinha 3 janelas e uma porta e era do tamanho exacto para ela e os seus bonecos.
A mãe gostava muito de a espreitar, sem que ela se apercebesse, e ficava deliciada a vê-la falar com os peluches, as Nancys e as Barbies, com um tom muito adulto, quase como se a quisesse imitar!...
A casa da Matilde era muito especial: apesar de ser de cartão ela imaginava que estava num palacete feito das mais diversas gulodices (já vos tinha dito que ela era muiiiiiiito gulosa?!). As janelas eram feitas de quadrados de gelatina das mais variadas cores. A porta era uma gigante bolacha de chocolate com uma pequena ranhura por onde espreitava para ver quem se aproximava dos seus domínios. No interior as paredes estavam cobertas de marshmalows que lhe davam a sensação de estar sempre nas nuvens. Sempre que se entrava no quarto da Matilde havia sempre um cheiro fantástico a baunilha.
As tardes eram passadas na brincadeira mas chegando à noite o que a Matilde mais gostava era de imaginar o que estariam os seus amigos a fazer enquanto ela observava a casa da sua cama. Às vezes ela jurava que os ouvia a rir a noite toda. E ela, ria também a imaginar os disparates que estariam a fazer.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Nós, Vós, Eles
Ontem fui ao supermercado e encontrei 2 personagens a vaguear pelos corredores da fruta: 2 rapazes bem novinhos (diria que o mais velho teria uns 8 anos e o mais novo uns 6) de etnia cigana e provenientes de um país de leste. Conversavam animadamente enquanto punham umas peças de fruta num saco de plástico transparente.
Já na caixa eles ficaram atrás de mim e enquanto punha as compras no carrinho, já depois de ser atendida, reparei na sua escolha: 1 tangerina, 1 maçã, 1 kiwi... e 3 nozes.
Achei piada pois, se na idade deles, me tivessem dado meia dúzia de moedas, eu teria ido direitinha à zona das bolachas ou dos chocolates e gasto tudo, tudinho...
É a diferença entre quem teve tudo (graças a Deus) e quem nada tem.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Aberta a caça ao emprego
Pois é, eu estava toda cheia de ideias de que 2012 não ia ser tão mau como o pintavam, que a crise tinha que ser "posta no seu lugar", que ia ser um ano cheio de coisas boas e outras frases cliché que utilizei junto de toda a gente para descrever o meu optimismo em relação ao novo ano... Tudo caiu em saco roto dado que no dia 02 fui informada que o meu contrato não seria renovado.
Oooopsss "e agora" perguntam vocês? Bem, agora não há tempo para lamentos ou depressões. Agora é meter mãos à obra e olhar em frente. Estou certa de que aparecerão novas oportunidades e, quem sabe se não será desta que terei a minha grande oportunidade!... Enfim, enquanto trabalho estes meus pensamentos bonitos e cheios de esperança peço um favor a todos os que me visitam neste cantinho: se souberem de alguma coisa lembrem-se de mim, ok? Obrigada
Um bocadinho de ...
miúfa
s. f.
[Popular] Medo, cagaço.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
2012
Ainda não sei o que sinto relativamente ao ano que aí vem. É uma mistura de ansiedade (tendo em conta que sou muito curiosa!) com o receio de tudo o que falam que vem aí como se um exército de "bichos papões" fosse entrar a qualquer momento pelas nossas vidas, casas e sítios que julgamos sagrados.
Independentemente de tudo o que o futuro me reserva nada, nem ninguém, me impede de desejar algumas coisas para o ano que daqui a pouco estará connosco. São coisas simples. São coisas que quero fazer de novo ou continuar a fazer. Enfim, são coisas minhas que gostava de partilhar convosco.


Independentemente de tudo o que o futuro me reserva nada, nem ninguém, me impede de desejar algumas coisas para o ano que daqui a pouco estará connosco. São coisas simples. São coisas que quero fazer de novo ou continuar a fazer. Enfim, são coisas minhas que gostava de partilhar convosco.


A ordem pela qual aparecem todos estes desejos é arbitrária. Tudo faz sentido para as mudanças que quero fazer na minha vida e tudo aquilo que quero que nela se mantenha.
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