sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança






Declaração dos Direitos da Criança adoptada pela Assembleia das Nações Unidas a 20 de Novembro de 1959.

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.
PRINCÍPIO 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.
PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando o telefone toca...

Quando a meio do dia o telemóvel toca e eu leio INFANTÁRIO não significa coisa boa mas hoje, bateu todos os recordes:
(Eu) - Sim?
(Alguém do outro lado) - hmmm... (voz muito baixa que nem se percebe o que diz)... Fala tu que eu não consigo (passando o telefone à colega do lado)
Neste momento estou em pânico: o que aconteceu que nem me conseguem contar? O que se passa com a minha menina? O QUE TEM A MINHA BEBÉ????
(Alguém a quem foi passado o telefone e que eu, sinceramente, nem sequer percebi o nome) - Peço desculpa mas a Isabel não consegue falar...
(Eu em modo pâââââniiiiiiccccoooo, se não consegue falar é porque é mesmo muito grave) - O QUE SE PASSA? O QUE ACONTECEU?
(Pessoa) - Aconteceu um acidente com a Madalena...
(Eu não sabia que o meu coração podia bater tão rápido)
(Eu) - O que se passou?
(Pessoa misteriosa) - Ela fez cocó ou xixi nas calças e está toda suja e não temos roupa para lhe mudar.
....
Estou passada porque este pequeno diálogo que durou míseros segundos pareceu uma eternidade desde o momento que atendi o telefone até à palavra cocó.....

E depois venham os entendidos dizer que "causamos stress" aos nossos filhos... venham, venham eles que eu conto-lhes uma história....

segunda-feira, 21 de maio de 2012

É um trabalho sujo mas alguém tem que o fazer


Chegamos a uma altura na vida em que apenas nós podemos decidir como começa o capítulo seguinte. De uma forma mais correcta ou menos correcta lá vamos nós de escolha em escolha como se fossemos uns "macaquinhos" de galho em galho. O problema é que as árvores também são frágeis e alguns ramos partem-se libertando-nos numa queda livre directos ao chão (onde caímos de cara e ganhamos uns valentes arranhões). Se tivermos sorte lá nos conseguimos agarrar a um sitio qualquer (mais ou menos seguro) que nos permite escolher um melhor caminho ou, pelo menos diferente.
Assim estou eu. Agarrada a um tronco e à espera que ESTE não se parta. 
O pior disto tudo é que EU é que tenho que decidir o próximo salto. SÓ EU. E isso é que me consome. E isso é que me provoca esta ansiedade pois sei que, seja ela má ou boa, a decisão será tomada apenas por mim.
Tenho a certeza que me vou sair bem. Tenho a certeza, porque sei o que quero, mas é uma grande chatice não saber qual o galho que me leva a esse ponto.





Bem, vem aí a Liana das 21h45 por isso tenho que me despachar.... Iiiiiiiiiiuuuuuuuuuaaaaaahhhhhhhh!!!! Here I go!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tótó

E eu insisto na questão... E acredito que as pessoas são boas e que "desta vez" é que é... E penso sempre que não posso penalizar quem quer que seja pelas experiências anteriores... E vou assim, acreditando. E em vez de aprender  NÃÃÃÃÃÃÕOOOO dou mais três, quatro, cinco cabeçadas. Aquelas que forem precisas.... BURRA, TÓTÓ!!! ARRRGGGHHHH Como às vezes fico tão irritada comigo...

Pronto, foi só um desabafo!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A caminho de casa


Parada num semáforo, olho em volta e reparo que apenas eu estou inerte, o Mundo todo gira e continuará a girar independentemente do sinal vermelho que atrasa a minha marcha.
Vejo ao longe uma mãe e uma filha pequena que vem, como que arrastada, fazendo uma birra tremenda ouvida, pelo menos, nos 2 quarteirões à volta. Penso que terá sido obrigada a fazer qualquer coisa que não queria, ou então queria ter algo que não pode. Assim estou eu, quero avançar e quero ter o poder de escolher o caminho que vou seguir neste cruzamento. Mas não posso, o sinal vermelho não me deixa.
Pára, do meu lado esquerdo, um carro. Reparo que se trata de uma viatura acabadinha de sair do stand. Vê-se pela forma como brilha e pelo orgulho com que o condutor está ao volante, como quem diz “Olhem para mim… É NOVO!”. Enquanto dá uma piscadela de olho para a rapariga que atravessa a estrada, olha para o telemóvel e o seu semblante diz tudo. Más noticias, certamente. Olha para mim e eu tento desviar o olhar mas não consigo pois os seus olhos gritam “Ajuda-me” como se quisesse que alguém resolvesse todos os seus problemas (sejam eles quais forem) ali, naquele momento, naquele sinal vermelho. Agora a sua “bomba” não faz sentido. Mas, o sinal vermelho não o deixa avançar. Tal como eu. Estamos presos.
Enquanto continuo a ouvir os gritos da criança que acabou de passar por mim, lembro-me que não fiz o Euromilhões e tenho a certeza que “HOJE É O DIA”, tal como tenho de todas as vezes que o faço. Só assim vale a pena continuar a apostar neste jogo de probabilidades que nos faz sentir milionários todas as semanas no exacto momento antes da voz da Marisa Cruz começar a ditar os números vencedores. Aí, os sonhos desvanecem-se e a nossa casa de praia deixa de ter portas e janelas, passando a ser uma pequena cabana. É aí que, mais uma vez, adio a viagem que quero tanto fazer.
E o sinal não muda. Estará avariado ou será uma força sobrenatural que faz com que eu esteja assim, presa nos meus pensamentos?
Enquanto penso em tudo e mais alguma coisa, mais na lista de coisas que ainda tenho que comprar no supermercado, e na roupa que tenho para lavar e no que tenho para arrumar, o meu olhar cruza-se com o de dois adolescentes a caminho da escola. Mochila às costas e de mão dada. “De certeza que namoram há pouco tempo”, penso eu. Pela maneira como as suas mãos se entrelaçavam era uma história bem recente, ainda estavam na fase do “não acredito” e do “não consigo ser, sem estar ao pé de ti”. Não deixo de me enternecer e pensar no meu amor que me espera em casa. Sorrio. Mas continuo ali presa.
Volto a olhar para o meu companheiro de viagem e reparo que ele já não está lá. Arrancou. Foi à vida dele. E eu continuei ali, parada. Tudo o resto continuou a mover-se. Só eu fiquei parada.
O sinal está verde. Arranquei.