segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um selo para mim, um selo para ti... Olá Olá!!



Aqui a menina recebeu um selo, para o blog, recomendado pela amiga Xs e agora vou então, explicar as contrapartidas eheheheheheheh





As regras são:
Quem recebe o selo, basta colar este texto no blog e aguardar pelas respostas.
Para quem visita o blog, basta deixar a sua opinião.
NO VOSSO BLOG:
- Colocar o selo do desafio no blog e dizer quem o ofereceu;
- Passar o desafio a pessoas que consideres como amizade virtual;
- Copiar estas 3 questões e esperar que os seguidores dêem as suas opiniões:
1) Como imaginas a dona do blog em termos físicos (cabelos, olhos, altura, peso, etc.)
2) Como imaginas os traços principais do feitio da dona do blog (calmo, mandão, mal humorado, mentiroso, amigo, etc.)
3) Como imaginas ser a vida real do dono do blog (dona de casa, executiva, agricultora, boémia, etc.) 
As regras do selo são :
Oferecer o selo a 15 blogues.
Responder às curiosidades.
Curiosidades:
1) Um sonho realizado: Ser mãe. Este foi sem dúvida o melhor sonho e o que tinha desde que me lembro ser gente.
2- Um sonho por realizar: Tenho alguns mas o que eu gostava mesmo era ser uma famosissima Wedding Planner.
3- O que adoro fazer em casa: Detesto tarefas domésticas mas adoro cozinhar. Admito que gosto de ficar sentada no sofá, quando há noite todos estão a dormir, e ver os meus programas de eleição. Normalmente adormeço e... ADORO!!!Eheheheheheh 
4- O que odeio fazer em casa:  Limpar casas de banho e passar a ferro... ODEIO!!!
5- O que me faz sorrir:  Mensagens carinhosas a meio do dia, as conversas com a Madalena e as palavras que inventa, conversas "non sense" com a minha irmã. 
6- O que me faz chorar: Injustiças, saudades; alguns filmes; extreme makeover-home edition eheheheheheh; Algumas alturas coisas boas também me fazem chorar... de alegria. Não chorem ao pé de mim pois sou de lágrima muito fácil....
7- Um talento:  A forma como me exprimo em algumas coisas que escrevo acho que é um talento. E vem de família!! Saber ouvir.
8- O que gostaria de saber fazer: Saber deixar de me importar com tantas coisas que, reconheço, não terem a importância que eu lhes dou.
9- Um segredo: shhhhiuuuu
10- Um medo: Que não consiga dar à minha filha a vida que os meus pais me proporcionaram a mim.
11- Um pecado: comida... Mas estou controlada e absolvida eheheheheh
12- Uma viagem: LAS VEGAS... E hei de lá ir ou eu não me chamo... Bem, é melhor não ir por aí!
13- Um doce: Qualquer um com leite condensado ou maçã
14- Um perfume: Burberry (o original) sem dúvida!!
15- Uma história: Qualquer uma das que já escrevi.
16- Um filme: O filme que mais me emociona e que já vi vezes sem conta como se fosse a primeira vez "Cinema Paraíso". Por razões diferentes: "Clube dos Poetas Mortos", "Dirty Dancing" e "West Side Story".
17- Um blogue: "Fio de Prumo" de Helena Sacadura Cabral. Peço desculpa a todos os outros.
18- Um nome: Sara. Sempre gostei e não o mudaria por nada deste Mundo. Foi escolhido pelos meus pais e assenta-me na perfeição eheheheheheh
19- Uma frase: "Be yourself, no matter what they say!"
20- Uma vida: Espero quando chegar "ao fim da linha" possa dizer que ESTA valeu a pena.
Pronto, respostas dadas. Agora, vou contrariar um bocadinho a tendência: como não tenho a percepção de quem me visita porque poucos se acusam e, como todos os blogs que eu sigo já receberam este selo, sugiro que aqueles que me visitam e que tenham blog mas ainda não tenham recebido este repto, considerem o convite feito por mim.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Matilde e a bicicleta nova




“Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo…” repetia sem parar as indicações que lhe tinham sido dadas. Era a primeira vez que tentava a sua sorte e, para começo de conversa, não se estava a sair nada mal.
O seu novo brinquedo era cor-de-rosa. Mas não era um cor-de-rosa qualquer pois o seu pedido tinha sido bem especifico, “Quero aquele cor-de-rosa do vestido da Barbie Sereia”, era aliás o seu brinquedo preferido e de referência para tudo o resto: tão bonito quanto a Barbie Sereia, tão diferente quanto a Barbie Sereia, cabelos tão bonitos quanto os da Barbie Sereia… Este era, agora, o seu termo de referência.
Não foi fácil mas o pai lá conseguiu falar com o Sr. António da loja de bicicletas e, por especial favor, arranjou um exemplar “todo quitado”.
A mãe estava encantada com o cestinho à frente:
- Já viste Matilde, podes por aqui os teus bonecos e levá-los a passear… Ou podes pôr aqui o lanche quando fores andar de bicicleta para o jardim… Ou podes…
- Ou posso tentar aprender a andar de bicicleta… Oh mãe, eu não consigo… É muito difícil!
A última bicicleta que teve, era daquelas com rodinhas mas ela achava que já estava muito crescida para usar esse apoio… Mas, agora, faltava-lhe essa segurança e tinha receio de cair, de se magoar ou, pior, desiludir o pai que estava tão entusiasmado com a prenda que lhe tinha dado.
De capacete na mão o pai chegou ao pé da Matilde e disse-lhe:
- Lindona, vamos para o jardim estrear a bicicleta nova?
- Oh pai… se calhar ainda estou a fazer a digestão e pode fazer-me mal.
- Não faz nada mal… Vem, vamos dar uma volta….
- Oh pai, sabes, doi-me aqui este dedo (espetando o dedo imaculado mesmo em frente ao nariz do pai para que não restassem dúvidas).
- Matilde… Tu estás com medo?, perguntou o pai sentando-se na beira da cama.
De cabeça baixa a pequena Matilde apenas acenou afirmativamente com a cabeça.
- Mas porquê filhota? O pai está lá contigo… Eu prometo não largar a bicicleta enquanto não te sentires segura. Mas, sabes, se não tentares nunca vais conseguir andar. E ainda há outra coisa: cair faz parte da aprendizagem. E, se por acaso caires, o pai promete arranjar uns pensos cor-de-rosa para condizer com a bicicleta e a Barbie Sereia… Que achas?
Mais convencida, Matilde levantou-se repentinamente e pegou na mão do pai em direcção à porta. A possibilidade de ter um penso cor de rosa, onde quer que fosse, valia bem o esforço...
Pelo caminho o pai deu as instruções necessárias para que tudo corresse bem:
- O capacete não é para sair da cabeça. Usa o travão com cuidado porque se travares de repente podes cair. Só podemos andar aqui no passeio. E mais importante: Não pares de pedalar. Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo…
- Pé direito, pé esquerdo… Oh pai, eu confundo sempre qual é o esquerdo e qual é o direito.
O pai não conteve o riso e disse-lhe que o que interessava era que alternasse os pés a pedalar e o assunto ficou esclarecido.
- Pai, disse Matilde, mas tu não me largas, pois não? Tu prometeste.
- Matilde, o pai vai estar sempre ao pé de ti. Eu prometo. Vá, agora… FORÇA! Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo…
- … Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo… - ia repetindo em voz alta.
Veloz e passo certo, Matilde, estava a andar de bicicleta. Contente com o seu feito e de sorriso rasgado olhou pelo canto do olho e percebeu que o pai tinha ficado para trás… Já há algum tempo… Matilde aprendera a andar de bicicleta e sem a ajuda das rodinhas. 


**Nota da Autora: Às vezes as palavras dos pais são as nossas melhores rodinhas...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O bezigório Zibum


As férias chegaram e, mais uma vez, a Matilde tinha pensado em imensas coisas que gostava de fazer durante esse tempo livre (que lhe parecia uma eternidade): tinha pensado em ir à Lua, ou viajar no tempo como tinha visto uma vez num filme; tinha pensado em fazer um safari em África e talvez descobrir uma nova espécie de animal (um cruzamento entre uma zebra e um hipopótamo era capaz de ser engraçado!) – até já tinha um nome para ele e tudo: Zipótamo. Pensou ainda ir acampar com as fadas que costumavam guardar o seu sono todos os dias. Pensava que seria muito giro ir com elas tomar conta do sono de outros meninos e, se elas deixassem, até podia ser que pudesse espreitar os sonhos de alguns… Tanta coisa que a Matilde tinha na cabeça que, para ela, o maior problema era decidir-se por onde começar.
Ao acordar, no primeiríssimo dia de férias, resolveu perguntar à mãe se podia ir passar uns dias a casa dos avós. Ela sabia que lá iria conseguir cumprir “quase todos” os seus desejos. Quase todos, pois não tinha a certeza de as fadas a acompanharem nessa viagem. “De certeza que eles também têm fadas que lhes guardam o sono… Assim, até faço novas amigas e tudo!”, pensou baixinho não fosse a mãe perceber os seus planos.
Uns telefonemas depois e lá estava ela de malas aviadas para uma semana repleta de aventuras com os seus fiéis companheiros de galhofa: o avô e a avó.
***
A Matilde era, desde que nasceu, uma aventureira. “Nisso ela não sai a mim”, dizia o pai, de cada vez que falava sobre o assunto com os amigos ou familiares. A mãe fazia um sorriso maroto. Também ela tinha o seu Mundo Encantado povoado de sonhos e figuras engraçadas quando era mais pequena.
- Ó mãe, tu também “vês” o que eu vejo, não vês?
- Vejo o quê, Matilde?, respondia a mãe atrapalhada.
- As fadas… Os zipótamos… os…
- Os zi… quê? Do que é que estás a falar?
- Ohh tu estás a disfarçar. Eu bem sei que tu vês, ou já viste, o que eu vejo por isso…
E lá ia ela, com o seu nariz empinado, brincar de faz de conta mais um bocadinho.
***
Estas férias eram diferentes. A Matilde ia para a escola no ano a seguir. Sentia-se importante pois ia para a “escola dos grandes” mas muito ansiosa sobre o que esta nova etapa lhe reservava.
Mal chegou a casa dos avós foi logo sentar-se no sofá à espera que a avó lhe perguntasse por novidades ou o que queria fazer. E assim foi:
- Então, que te apetece fazer hoje?
- Avó, temos que falar, disse com ar preocupado. Eu acho que a mãe já não VÊ aquilo que nós as duas VEMOS.
- Estás a falar do quê Matilde?, perguntou a avó pensando que a mãe teria algum problema que não lhe tivesse contado.
- Temos que arranjar maneira de ela VOLTAR A VER, continuou apoiando o queixo na mão. TEM QUE SER AVÓ!!! É MUITO IMPORTANTE!!!
Enquanto levantava a avó do sofá e a empurrava em direção ao jardim para lhe mostrar aquilo que estava a falar, Matilde não se calava:
- ISTO. É disto que estou a falar: as fadas, os zipótamos, os habitantes da Lua, os… Tudo, avó! Ela já não OS vê… - disse sentando-se, desolada, na soleira da porta.
Com ar enternecido, a avó sentou-se na cadeira de baloiço e puxou-a para o seu colo.
- Sabes, meu amor, eu tenho a certeza que ela os vê. A todos. Só que quando as pessoas crescem nem sempre podem ir para “esses lugares” ou falar com todos “esses amigos” que tu tens. Quando crescemos, há outras coisas em que temos que pensar, outras coisas que temos que fazer e quase nunca temos tempo para sonhar.
- Mas avó… tu e o avô… vocês…
- Nós somos avós. E os avós vêm tudo. Tal como te mostrei esse Mundo a ti, também o mostrei à tua mãe. Também viajámos muito e tivemos aventuras E-S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R-E-S!
Nessa altura o avô, que estava a ler o jornal, pousou-o em cima da mesa e fazendo sinal para que ela se aproximasse disse-lhe assim:
- Lembro-me que uma vez encontramos, aqui mesmo neste jardim, um bezigório. Sabes o que é?
Matilde disse que não com a cabeça e abriu os olhos como que pedindo que o avô não a deixasse muito tempo na ignorância. O avô, que era muito malandro, piscou o olho à avó e continuou:
- Um bezigório, Matilde, é uma espécie de duende. Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje, disse recostando-se na cadeira. Ele estava ali debaixo daquela árvore, disse apontando para uma árvore gigantesca que estava há anos no quintal por detrás da casa. Eu acho que ele se mudou há uns tempos. Disse que ia procurar novas aventuras e partiu. Nunca mais o vi…
O sorriso e a ruga na testa eram denunciadores de que estava a divertir-se ao inventar a história. Mas, Matilde nem reparou e perguntou:
- Mas, o que aconteceu nesse dia?
- Então, a tua mãe viu o bezidróglio…
- Bezigório avô, bezigório – corrigiu a Matilde
- Pois, isso. O bezigório estava nos seus afazeres como todos os dias: limpar a casa, tratar da horta… Quando a tua mãe reparou nele. Ela devia ter mais ou menos a tua idade e era também tão curiosa como tu. Pôs-se de cócoras e espreitou por entre as janelas brancas pequeninas da casa do Zibum (era o nome dele). “Pum catrapum, porque espreitas para a casa do Zibum?”, disse ele muito zangado. A tua mãe ficou muito aflita e apressou-se a pedir desculpa dizendo que estava apenas com curiosidade de saber quem vivia naquela casa tão pequenina que mais parecia uma casa de bonecas. “A casa é pequenina mas não é para ti menina!”
- Ele falava sempre a rimar avô?, Perguntou a Matilde divertida.
- Claro. Os bezinózios…
- Os bezigórios, avô. Estás sempre a “desquecer-te” do nome…
- Pois, os bezigórios, têm essa particularidade: falam a rimar e estão sempre a dançar… Bom, mas depois de ele ter explicado que era uma grande falta de educação e depois da tua mãe pedir desculpa, eles lá fizeram as pazes e até ficaram amigos. Todos os dias daquelas férias ela acordava bem cedinho para o ajudar a tratar da horta e ficavam horas a falar. Um dia, ela até levou uma mobília de uns bonecos para que ele pudesse colocar na sua casinha de brincar. Falavam e falavam. Tomavam chá e comiam scones todas as tardes. Era uma maluqueira.
- Imagino – Disse ela com ar pensativo
- Um dia, ele deu-lhe um presente. Era uma pedrinha. “Quando estiveres com medo, ou quando precisares de ajuda para alguma coisa, pegas na pedrinha e dizes: Pum Catrapum ajuda-me Zibum. E eu, apareço!”. Bem, não sei se funcionava a sério ou não mas durante muito tempo eu vi a tua mãe com essa pedra no bolso. Quando tinha que fazer os trabalhos de casa punha sempre a pedra em cima da mesa, quando tinha que tomar decisões levava a mão ao bolso, no dia em que conheceu o teu pai tinha essa pedra com ela e quando soube que tu ias nascer …
- O que foi avô? O que foi que ela fez?
- Ela jogou a mão ao bolso e não encontrou a pedra. Procurou, procurou mas a única coisa que acabou por encontrar foi um bilhete do Zibum.
- O que dizia o bilhete? Diz-me… DIZ-ME avô.
- Calma. O bilhete dizia: “A sorte não está na pedra, por isso deixei-a ir, a maior prenda nasce agora, e ela te fará sorrir”. A partir desse dia a tua mãe não falou mais no bezigório, não procurou mais a pedra, nem sequer falava sozinha. Ela descobriu que o maior presente, o maior tesouro, estava bem à sua frente. Por isso minha querida Matilde, a tua mãe não deixou de OS ver… A tua mãe agora não precisa de OS ver porque tu OS vês por ela e é através de ti que ela sonha… Tu és… Tu és…
- Eu sou o bezigório dela… - disse a Matilde sorrindo.
- É isso… É isso mesmo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

History Repeating



Está a chegar uma altura complicada... A minha menina, a minha bebé, vai passar "para a escola dos grandes" e abandonar aquele que, até agora, foi um dos seus sítios preferidos: o infantário.
Foi aqui que ela começou a andar, foi aqui que aprendeu as primeiras palavras e, mais importante de tudo, foi aqui que fez as primeiras amizades. É uma altura difícil para ela porque já começou a aperceber-se que vai haver uma ruptura e, confesso que é uma altura complicada para mim pois sempre foi uma época que me deixava triste: o Fim. Sei que é o começo de tanta outra coisa boa e que ela vai dar-se bem na escola nova com todos os amigos novos e tudo isso mas compreendo a ansiedade dela por isso torna-se mais difícil ajudá-la...
No dia 21 vai ter a Festa de Finalistas (hábito estúpido criado agora, mas enfim) e anda a ensaiar as músicas que nos vão cantar. No entanto, "a última" fala precisamente desta fase que estão a passar e, segundo ela me conta, chora de cada vez que a canta. Acho que os ensaios têm sido "pesadíssimos" pois ela, a Bia e a Soraia choram por causa da letra. "Mãe, é uma música tão bonita... Mas eu não posso chorar. Se tu visses o meu estado!", diz-me ela quase todas as noites mas já com os olhos vermelhos e o queixo a tremer. E lá fico eu, de olhos vermelhos e nó na garganta...
Ela deve ter com a mesma sensação que eu tinha quando na escola (quase todos os anos) cantávamos "Chegou a hora do adeus / irmão vamos partir / com fé e confiança irmão / vamo-nos despedir"... Lembram-se?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais umas...

(Dêem-lhes praia e mar e têm duas pessoas felizes!)

(Dois dentes a abanar, a caminho da primeira classe e esta doçura no sorriso... Aiiii como foi que cresceu tão depressa??)

(A loucura tem que vir de algum lado...)

Para mais tarde recordar....

(É só estilo!)


(E mau feitio!)


(E risadas...)


(E cumplicidade)

Coisas boas que quero recordar para sempre!...

A partir de agora vai ser assim


Não queiram sacrificar um pato fofinho como este. Quando eu escrever, vocês comentam. Nem que seja para dizer que estiveram aqui. ESTAMOS ENTENDIDOS????