quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Já aparecias, não?!
Ando numa busca frenética por um emprego. Sim, leram bem, eu já só peço um emprego e não um trabalho. Quero fazer qualquer coisa e ganhar dinheiro por isso. É triste pensar assim mas ao ritmo que as coisas andam já nem sequer nos podemos dar ao luxo de pensar em fazer uma coisa que gostamos. O que interessa é ter mesmo alguma coisa para fazer.
Os anúncios vão aparecendo. Semana após semana. Sempre os mesmos.... Eu tenho mais do que qualificações mas não sou chamada nem para uma entrevista. E eles... Continuam sem ninguém, pelos vistos. Nem um email (daqueles "chapa 5") a agradecer o envio do CV e que depois contactam. NADA... Nadinha de nada. Enfim... Vou continuar a tentar mas se souberem de alguém que precise de uma secretária ou de um consultório médico que precise de uma recepcionista ou algo assim, lembrem-se de mim.
Correndo o risco de ser mal interpretada
Que estamos TODOS em crise é um facto.
Que as coisas não andam nada fáceis, principalmente para pessoas que estão na situação de desemprego (como eu), é um facto.
Que não se vêm melhorias (muito pelo contrário) a curto prazo, é um facto!
Mas...
....
....
No entanto....
Todavia....
Contudo....
Por mais que os problemas me acompanhem ao acordar e me aconcheguem a roupa ao dormir, o meu dia tem muitas outras horas e não me apetece que os pensamentos dominadores sejam os de tristeza ou preocupação.
Por isso, compreendo tudo o que é escrito e dito nas mesas de café ou numa rede social mas permitam-me não estar constantemente revoltada contra tudo e contra todos. Se não participo em todas as manifestações ou se não "boto like" em todos os gritos de guerra não é por falta de interesse é, talvez, uma vontade incrivel de manter a minha sanidade mental. Não me levem a mal por isso, ok?
Que as coisas não andam nada fáceis, principalmente para pessoas que estão na situação de desemprego (como eu), é um facto.
Que não se vêm melhorias (muito pelo contrário) a curto prazo, é um facto!
Mas...
....
....
No entanto....
Todavia....
Contudo....
Por mais que os problemas me acompanhem ao acordar e me aconcheguem a roupa ao dormir, o meu dia tem muitas outras horas e não me apetece que os pensamentos dominadores sejam os de tristeza ou preocupação.
Por isso, compreendo tudo o que é escrito e dito nas mesas de café ou numa rede social mas permitam-me não estar constantemente revoltada contra tudo e contra todos. Se não participo em todas as manifestações ou se não "boto like" em todos os gritos de guerra não é por falta de interesse é, talvez, uma vontade incrivel de manter a minha sanidade mental. Não me levem a mal por isso, ok?
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Para ti Madalena
Meu amor muito grande,
Hoje apercebi-me de que estou em falta contigo...
Quando soube que estava à tua espera pensei em escrever um diário e relatar tudo o que estava a sentir e todas as transformações que produzias no meu corpo e na nossa vida. Não o fiz. Por preguiça ou falta de tempo deixei que essas memórias apenas a mim pertencessem e não as passei para o papel.
Depois, nasceste. Pensei em tantas coisas para fazer, recordações para que mais tarde pudesse partilhar contigo. Mais uma vez, falhei. Não o fiz pelas mesmas razões que até aí me tinham levado a não escrever nada.
Hoje em dia estou atenta às nossas conversas e sei que tu também, por isso fico descansada pois tudo aquilo que, até hoje, não escrevi vou-te contando sempre que me perguntas. Esta partilha de memórias, tão nossas, ultrapassam qualquer palavra que até hoje, por uma razão ou outra, deixei de escrever.
Espero que um dia mais tarde, quando fores ler este blog (sim, faço questão que o leias) percebas que em cada história que conto, em cada post que partilho, tu estás sempre presente. Espero que fiques orgulhosa da maneira como te olho e como te descrevo. Espero que tenhas tanta vontade de partilhar comigo as tuas histórias como eu tenho em partilhar as nossas com o Mundo.
Beijos
Mãe
Hoje apercebi-me de que estou em falta contigo...
Quando soube que estava à tua espera pensei em escrever um diário e relatar tudo o que estava a sentir e todas as transformações que produzias no meu corpo e na nossa vida. Não o fiz. Por preguiça ou falta de tempo deixei que essas memórias apenas a mim pertencessem e não as passei para o papel.
Depois, nasceste. Pensei em tantas coisas para fazer, recordações para que mais tarde pudesse partilhar contigo. Mais uma vez, falhei. Não o fiz pelas mesmas razões que até aí me tinham levado a não escrever nada.
Hoje em dia estou atenta às nossas conversas e sei que tu também, por isso fico descansada pois tudo aquilo que, até hoje, não escrevi vou-te contando sempre que me perguntas. Esta partilha de memórias, tão nossas, ultrapassam qualquer palavra que até hoje, por uma razão ou outra, deixei de escrever.
Espero que um dia mais tarde, quando fores ler este blog (sim, faço questão que o leias) percebas que em cada história que conto, em cada post que partilho, tu estás sempre presente. Espero que fiques orgulhosa da maneira como te olho e como te descrevo. Espero que tenhas tanta vontade de partilhar comigo as tuas histórias como eu tenho em partilhar as nossas com o Mundo.
Beijos
Mãe
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Bússula
Andamos em tempos desencontrados e com a bússola avariada.
Navegamos por mares desconhecidos mas já antes navegados
À deriva neste barco procuramos um caminho para seguir
Olhamos para as estrelas e estudamos as marés mas de nada nos serve
Nada altera este estado de incerteza o que o novo dia trará.
Olhamos em frente procurando terra firme
Mas a visão enganadora de uma ilha no horizonte
Faz-nos desperdiçar mais tempo e energias.
Continuamos a olhar para as estrelas e voltamos a estudar as marés...
Mas de nada nos serve. Nada altera a nossa condição.
Chegamos a um ponto em que nos deixamos ficar.
Simplesmente a olhar para as estrelas ao sabor da maré.
E é nessa altura que o destino arranja maneira de nos levar a bom porto.
Eu sonho que que o futuro possa ser assim...
... Só não quero acordar.
Navegamos por mares desconhecidos mas já antes navegados
À deriva neste barco procuramos um caminho para seguir
Olhamos para as estrelas e estudamos as marés mas de nada nos serve
Nada altera este estado de incerteza o que o novo dia trará.
Olhamos em frente procurando terra firme
Mas a visão enganadora de uma ilha no horizonte
Faz-nos desperdiçar mais tempo e energias.
Continuamos a olhar para as estrelas e voltamos a estudar as marés...
Mas de nada nos serve. Nada altera a nossa condição.
Chegamos a um ponto em que nos deixamos ficar.
Simplesmente a olhar para as estrelas ao sabor da maré.
E é nessa altura que o destino arranja maneira de nos levar a bom porto.
Eu sonho que que o futuro possa ser assim...
... Só não quero acordar.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Grão a grão enche o porquinho o papo
Há uns dias a Madalena perguntou-me porque é que eu não podia ter mais filhos. Eu respondi-lhe que a questão não era o "não poder ter mais filhos" a questão era que já tinha os filhos que podia ter porque para ter um bebé é preciso ter dinheiro para as fraldas, leite, médico, infantário, roupa... "E neste momento não dá", respondi-lhe eu.
Hoje andava a cravar a todos o que estávamos aqui em casa para encher o seu saquinho (vermelho) com "moedas até acima" para "ficarmos ricos" e ter mais uma mana.
Costuma dizer-se que "pedir não custa" mas neste caso, dizer NÃO custa tanto...
sábado, 15 de setembro de 2012
É hoje o dia
Não sou muito ligada à politica porque, pura e simplesmente, não entendo a sua linguagem e muito menos os seus intervenientes.
Sei que com esta idade deveria ter uma opinião mais bem formada mas...
No entanto, estamos a chegar a um ponto em que é altura de dizer BASTA.
- Já estou farta que me peçam sacrifícios sem receber nada em troca. Sou casada e temos duas crianças em casa. Não há apoios pois, segundo os "avaliadores" temos rendimentos suficientes uma vez que pertencemos ao 3º escalão, o que faz com que recebamos por cada um 25,00€ o que, como poderão facilmente compreender, é uma quantia irrisória para crianças com 5 e 14 anos.
- Quero ir ao médico de família mas não tenho nenhum atribuido, assim como tantas outras pessoas da minha freguesia. Pago para o SNS para quê?
- A educação é obrigatória, o que até concordo, mas não temos apoios para comprar livros escolares e material todos os anos o que faz com que uma família como a nossa gaste mais de 400,00€ no inicio do mês de Setembro. Estando eu desempregada com um subsidio de 520,00€ podem calcular como se gere tudo o resto, não?
- E mais, descontamos para uma Segurança Social na expectativa de no fim da carreira possamos ter uma reforma que nos permita (sobre)viver. Mas como as coisas estão o mais certo é chegar à altura de me aposentar e não ter nem um tostão. Tostão que, com sacrifício, dei todos os meses para me proteger nos períodos em que mais precisasse. Portanto, o dinheiro é nosso, o que fazemos, apenas, é "emprestá-lo" ao Estado durante os nossos anos ativos... Pois sim!!
E vocês, também estarão presentes?
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Falso alarme
À hora marcada lá estávamos nós: mãe, pai e filha.
À porta da escola as pessoas iam-se encontrando e revendo caras conhecidas... Outras completamente desconhecidas.
Eis senão quando, descobrimos que tinham alterado os planos avisando apenas algumas pessoas. A apresentação era para os pais e não para as crianças. Primeira desilusão dado que a Madalena ansiava por rever todos os colegas. Enfim...
10h00 entrada na escola. Sala da professora Manuela no 1º andar. PRIMEIRO ANDAR??? ESCADAS??? Mas eles são tão pequeninos... Ehehehehehh... Pânico de mãe, nada mais.
Entramos e sentamo-nos na fila da frente (sempre fui muito betinha!!!). Apresentada a professora começaram as recomendações e apresentação do material necessário (tudo em duplicado ou triplicado para evitar andar sempre a pedir material, o que até acho bem... Se assim for na realidade).
Chegada a hora de eleger o representante dos pais, o meu impulso fez com que levantasse de imediato a mão. Não havendo nada em contrário lá fiquei com o cargo (que segundo a professora é apenas administrativo pois pouco ou nada terei que fazer... Ou pelo menos, assim o esperamos). Olho para o lado e vejo o olhar orgulhoso da "mini me" a olhar para mim. Pisquei-lhe o olho e ela sorriu.
Bla bla bla "sou muito exigente", bla bla bla "vocês têm que ajudar", bla bla bla "e mais não sei o quê".
Confesso não ter sido a professora que imaginava mas a obrigação não é saber lidar com os pais mas sim com os alunos. E isso é que realmente importa. Por isso, meia bola e força... A ESCOLA VAI COMEÇAR!!!!
À porta da escola as pessoas iam-se encontrando e revendo caras conhecidas... Outras completamente desconhecidas.
Eis senão quando, descobrimos que tinham alterado os planos avisando apenas algumas pessoas. A apresentação era para os pais e não para as crianças. Primeira desilusão dado que a Madalena ansiava por rever todos os colegas. Enfim...
10h00 entrada na escola. Sala da professora Manuela no 1º andar. PRIMEIRO ANDAR??? ESCADAS??? Mas eles são tão pequeninos... Ehehehehehh... Pânico de mãe, nada mais.
Entramos e sentamo-nos na fila da frente (sempre fui muito betinha!!!). Apresentada a professora começaram as recomendações e apresentação do material necessário (tudo em duplicado ou triplicado para evitar andar sempre a pedir material, o que até acho bem... Se assim for na realidade).
Chegada a hora de eleger o representante dos pais, o meu impulso fez com que levantasse de imediato a mão. Não havendo nada em contrário lá fiquei com o cargo (que segundo a professora é apenas administrativo pois pouco ou nada terei que fazer... Ou pelo menos, assim o esperamos). Olho para o lado e vejo o olhar orgulhoso da "mini me" a olhar para mim. Pisquei-lhe o olho e ela sorriu.
Bla bla bla "sou muito exigente", bla bla bla "vocês têm que ajudar", bla bla bla "e mais não sei o quê".
Confesso não ter sido a professora que imaginava mas a obrigação não é saber lidar com os pais mas sim com os alunos. E isso é que realmente importa. Por isso, meia bola e força... A ESCOLA VAI COMEÇAR!!!!
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