Mais um dia desta rotina parva em que me encontro...
Mais um dia de respostas que teimam em não aparecer...
Mais um dia de inércia que tento com tanta força combater mas que cada dia parece vir com mais força...
Mais um dia de pensamentos revoltosos que me tiram o sono à noite e me consomem o espírito durante o dia...
Mais um dia...
Mais um dia que penso ver a luz ao fundo do túnel mas ainda tão fraca...
Mais um dia que custa a passar mas com a certeza de que passará e que será um bom dia...
Mas depois vem mais um dia...
E outro...
E volta tudo ao mesmo...
Um dia, em breve, tudo mudará e aí eu vou desejar que todos os dias sejam O dia e não apenas MAIS UM...
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terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A minha geração
Não gosto de rotulos e que me "metam no mesmo saco" que outras pessoas com as quais partilho apenas a época em que nascemos. Não acredito que existam duas pessoas iguais por isso não acredito que existam pessoas com ideias iguais. Podem partilhar interesses e algumas ideias mas a maneira como transmitem essas mesmas ideias é diferente, logo, é uma ideia diferente.
A maneira como decido viver a minha vida é da minha inteira responsabilidade e de acordo com os valores que acho correctos ou que, por algum motivo, fazem sentido para mim. Por isso, não gosto que me julguem pelo que tenho ou não tenho, pelo o que faço ou pelo que decido não fazer ou até mesmo pelas palavras que não digo por preferir fazê-lo dessa forma.
Sou combativa à minha maneira. Tenho a minha maneira de me revoltar. A revolução começa em mim, assim como começa em cada um de vocês, mas a maneira como a decidem mostrar ao Mundo é escolha vossa. O mesmo se passa comigo, é escolha MINHA.
Considero que posso ser um pouco passiva e um pouco ingénua mas, talvez, tenham sido decisões que fui tomando ao longo da vida (consciente e inconscientemente) como forma de me proteger das coisas que, de alguma forma, perturbam a minha maneira de viver a vida.
Não fui criada com berros nem com bofetões. Não me lembro de ficar de castigo ou que me tivessem sido retirados benefícios por uma ou outra coisa "menos bem feita". E continuo a acreditar que a melhor maneira de resolver situações de conflito é o diálogo. Se há necessidade de sobrepor a voz à de outra pessoa então não existe uma conversa mas uma discussão.
A minha geração já foi apelidada de muitos nomes (nem sempre os melhores) mas eu acredito que todos nós, se dermos, um pouco que seja, do que temos de bom conseguiremos fazer algo diferente.
Eu acredito na minha geração para provocar grandes mudanças só espero que sejam as certas...
A maneira como decido viver a minha vida é da minha inteira responsabilidade e de acordo com os valores que acho correctos ou que, por algum motivo, fazem sentido para mim. Por isso, não gosto que me julguem pelo que tenho ou não tenho, pelo o que faço ou pelo que decido não fazer ou até mesmo pelas palavras que não digo por preferir fazê-lo dessa forma.
Sou combativa à minha maneira. Tenho a minha maneira de me revoltar. A revolução começa em mim, assim como começa em cada um de vocês, mas a maneira como a decidem mostrar ao Mundo é escolha vossa. O mesmo se passa comigo, é escolha MINHA.
Considero que posso ser um pouco passiva e um pouco ingénua mas, talvez, tenham sido decisões que fui tomando ao longo da vida (consciente e inconscientemente) como forma de me proteger das coisas que, de alguma forma, perturbam a minha maneira de viver a vida.
Não fui criada com berros nem com bofetões. Não me lembro de ficar de castigo ou que me tivessem sido retirados benefícios por uma ou outra coisa "menos bem feita". E continuo a acreditar que a melhor maneira de resolver situações de conflito é o diálogo. Se há necessidade de sobrepor a voz à de outra pessoa então não existe uma conversa mas uma discussão.
A minha geração já foi apelidada de muitos nomes (nem sempre os melhores) mas eu acredito que todos nós, se dermos, um pouco que seja, do que temos de bom conseguiremos fazer algo diferente.
Eu acredito na minha geração para provocar grandes mudanças só espero que sejam as certas...
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Expectantes ou Espectadores?
Permitam-me uma pequena reflexão de final de dia:
Estou farta de ouvir falar do que está mal quando já todos sabemos que as coisas estão más e com tendência a piorar.
Estou farta de ver gente da minha geração (a que já foi chamada de rasca) a ficar cada vez mais velha e rezingona (nem sei se esta palavra existe) e com menos esperança no dia de amanhã.
Tenho 34 anos, dois filhos e 1 casa para pagar para além de outros "luxos" que fui acumulando ao longo dos tempos com esforço e sacrificio e os quais ainda estou a pagar. As opções que tomei talvez não fossem as melhores pois nunca pensei muito no amanhã mas sim no HOJE e AGORA. Talvez se tivesse previsto a conjuntura actual não tivesse escolhido ter tantas prestações para pagar de coisas que me dão prazer mas, a vida é mesmo assim.
Fez ontem uma semana tive uma noticia que abalou, uma vez mais, o meu Mundo: o meu contrato que já durava há dois anos, não vai ser renovado. A desculpa da crise e dos "blá blá blás" do costume foram a chave para dispensarem os meus serviços que, segundo o patrão "são de excelência e fundamentais".
Ora bem, depois da "chapada" há que regressar à tona e fazer-me à vida. Procurar alternativas, alguma coisa tem que haver que eu possa fazer. Resolvi "agarrar o touro pelos cornos" e tracei objectivos. Começo a colocar ideias antigas no papel e vou transformar esta crise numa oportunidade.
Quero apelar a todos os que como eu se encontram numa situação menos boa que não sejam apenas espectadores mas sim expectantes de que o dia de amanhã vai ser melhor porque NÓS queremos e porque NÓS precisamos. Se há tanta vontade de sair para a rua para gritar e marchar contra tudo e contra todos então aproveitem essa energia para fazer coisas, para inovar, para mostrar quem somos e o que valemos.
Esta é apenas a minha opinião. Outras haverá.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Nós, Vós, Eles
Ontem fui ao supermercado e encontrei 2 personagens a vaguear pelos corredores da fruta: 2 rapazes bem novinhos (diria que o mais velho teria uns 8 anos e o mais novo uns 6) de etnia cigana e provenientes de um país de leste. Conversavam animadamente enquanto punham umas peças de fruta num saco de plástico transparente.
Já na caixa eles ficaram atrás de mim e enquanto punha as compras no carrinho, já depois de ser atendida, reparei na sua escolha: 1 tangerina, 1 maçã, 1 kiwi... e 3 nozes.
Achei piada pois, se na idade deles, me tivessem dado meia dúzia de moedas, eu teria ido direitinha à zona das bolachas ou dos chocolates e gasto tudo, tudinho...
É a diferença entre quem teve tudo (graças a Deus) e quem nada tem.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Vida...
Tem dias bons. Tem dias maus. E depois, tem os dias muito bons!
Depende de nós (de mim, de ti, de todos) encará-la de uma forma mais... condescendente. Por exemplo, quando os nossos filhos fazem asneiras nós zangamo-nos, explicamos porque não o podem fazer e seguimos o nosso caminho gostando deles de igual forma. Com a vida é o mesmo: prega-nos rasteiras, zangamo-nos com ela e explicamos porque não pode abusar assim da nossa paciência. Depois seguimos o nosso caminho com a certeza que gostamos tanto dela como gostávamos antes do raspanete.
Acho que se encararmos as coisas de uma forma derrotista é exactamente o que vamos receber da vida. Se a encararmos de uma forma fatalista não vamos ter nem mais nem menos do que nos está destinado. A forma correcta de convivermos é de frente, sem medos, sem colocar muitas questões para não termos que ouvir respostas para as quais não estamos preparados.
A vida é mesmo assim: mãe e madrasta (*). Sempre doce connosco mas muito exigente. No entanto pergunto, há alguém que não goste da sua mãe?
(*) madrasta da Gata Borralheira, por ex.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Os dedos da minha mão
E um dia acordamos e não sabemos como chegámos até aqui... Acordamos, assim, para um Mundo que é só nosso. Um Mundo que criámos à nossa semelhança e no qual tudo faz sentido. Neste mundo, o meu puzzle, todas as peças estão (finalmente) no seu lugar.
Aqui não há tempo para olhar para trás. É tudo muito rápido.
Aqui, neste meu canto, temos que viver O dia como se fosse o primeiro... e o último. Surpreender-mo-nos com o que já conhecemos e aceitarmos os desafios que vão surgindo como se fizessem parte da nossa rotina, desde sempre.
Aqui, no meu canto, moram os meus amigos. Aqueles que provocam falta de ar quando não estão por perto, sabem? Aqueles que nos fazem rir de tal maneira que ficamos com dores de barriga a semana toda. São aqueles amigos que mesmo estando longe fazem parte da minha vida. Só cá estão aqueles dos quais eu não preciso de ter uma fotografia para os recordar... basta fechar os olhos.
Mas este Mundo é grande e cabem todos os que vierem por bem (já lá dizia o poeta!). Cabem todos os que contribuem para eu ser a pessoa que sou.
Tenho sempre lugar para mais um... mas apenas se for para ficar!
Aqui não há tempo para olhar para trás. É tudo muito rápido.
Aqui, neste meu canto, temos que viver O dia como se fosse o primeiro... e o último. Surpreender-mo-nos com o que já conhecemos e aceitarmos os desafios que vão surgindo como se fizessem parte da nossa rotina, desde sempre.
Aqui, no meu canto, moram os meus amigos. Aqueles que provocam falta de ar quando não estão por perto, sabem? Aqueles que nos fazem rir de tal maneira que ficamos com dores de barriga a semana toda. São aqueles amigos que mesmo estando longe fazem parte da minha vida. Só cá estão aqueles dos quais eu não preciso de ter uma fotografia para os recordar... basta fechar os olhos.
Mas este Mundo é grande e cabem todos os que vierem por bem (já lá dizia o poeta!). Cabem todos os que contribuem para eu ser a pessoa que sou.
Tenho sempre lugar para mais um... mas apenas se for para ficar!
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Porque escrevo?
Hoje sentei-me para escrever... Escrever não sei bem o quê mas sabia que tinha que escrever. É como quando estamos um bocadinho enjoados e sabemos que se deitarmos cá para fora o jantar que nos caiu mal o estômago ficará bem mais leve e nós muito mais bem dispostos. Assim estou eu... Por isso, sentei-me para escrever.
O problema surgiu foi na altura de meter "os dedos à boca" (como é normal nestas alturas) pois, o que tanto me estava a incomodar, teimou em ficar lá dentro. Por isso, sentei-me a pensar.
Mas mesmo para pensar é preciso alguma arte (disto, não sei se teriam conhecimento) e tornou-se um bocadinho difícil focar-me num só pensamento. Por isso, decidi pensar numa coisa muito simples: em escrever.
Sempre foi muito mais fácil para mim colocar em palavras os meus sentimentos/pensamentos (e outros "entos") do que verbalizá-los. Não pensem vocês que eu não comunico os meus sentimentos... Na na ni na na não. Eu gosto muito de dizer que "Gosto" (gosto disto, gosto daquilo, gosto de ti) mas tenho dificuldade em dizer "Não Gosto". O que é que posso fazer? Detesto pensar que em algum momento irei magoar alguém. Mesmo que esse alguém mereça ser magoado!... Mas, por ser assim, sou eu sempre que acabo por me magoar. E então, o que fazer? Sentar-me e escrever.
Escrevo como forma de exorcizar os pensamentos maus. Escrevo como terapia, para poder dizer e verbalizar tudo o que penso. Escrevo para me sentir mais leve... E sabem uma coisa? Resulta.
O problema surgiu foi na altura de meter "os dedos à boca" (como é normal nestas alturas) pois, o que tanto me estava a incomodar, teimou em ficar lá dentro. Por isso, sentei-me a pensar.
Mas mesmo para pensar é preciso alguma arte (disto, não sei se teriam conhecimento) e tornou-se um bocadinho difícil focar-me num só pensamento. Por isso, decidi pensar numa coisa muito simples: em escrever.
Sempre foi muito mais fácil para mim colocar em palavras os meus sentimentos/pensamentos (e outros "entos") do que verbalizá-los. Não pensem vocês que eu não comunico os meus sentimentos... Na na ni na na não. Eu gosto muito de dizer que "Gosto" (gosto disto, gosto daquilo, gosto de ti) mas tenho dificuldade em dizer "Não Gosto". O que é que posso fazer? Detesto pensar que em algum momento irei magoar alguém. Mesmo que esse alguém mereça ser magoado!... Mas, por ser assim, sou eu sempre que acabo por me magoar. E então, o que fazer? Sentar-me e escrever.
Escrevo como forma de exorcizar os pensamentos maus. Escrevo como terapia, para poder dizer e verbalizar tudo o que penso. Escrevo para me sentir mais leve... E sabem uma coisa? Resulta.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sabes, às vezes, o caminho é sinuoso
Às vezes custa a ver onde vai acabar
Mas o tempo é bondoso
E o teu passo vai acertar.
Não tenhas pressa...e não tenhas medo
Eu sei que pode assustar
Deixa-me contar-te um segredo
A vida está sempre a mudar.
Sei que um dia irás ver
Como às vezes tive razão
E sei que irás saber
Que estou pronta a dar-te a mão.
Porque é dificil crescer?
Não sei como explicar
Temos mesmo que aprender
E continuar a questionar.
Porque não vens ter comigo?
Porque não queres conversar?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Se tudo fosse tão simples como mudar uma palavra
Ultimamente tenho estado um bocadinho em baixo, confesso! Quero dar uma de forte e dizer que está tudo bem e que vai correr ainda melhor mas, às vezes, nem tudo é fácil.
Sou optimista por natureza e tristezas comigo não costumam ter muita sorte mas como não sou de ferro... estas coisas acontecem!
Estou farta de ouvir falar no "povo pá" e no FMI e nos disparates dos nossos políticos.... Já prometi, inclusivamente, que ia deixar de ver os telejornais. Não. Chega!!
Estou farta de contar os tostões e de tentar encurtar o fim do mês para ver se encaixa no meu ordenado. Estou farta de jogar no Euromilhões e Totoloto e todos os jogos de azar que pouca sorte me têm trazido.
Há coisas das quais não me farto: da minha familia, dos meus amigos, do meu amor... Mas por estar farta de tudo o resto acabo por descarregar neles as minhas frustrações e ansiedades. Não é justo!
Está na altura de mudar... É este o momento de EU fazer a diferença. E na realidade apenas basta mudar umas palavras: Hoje está um lindo dia de sol e eu... consigo vê-lo!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Problema Informático
Às vezes parece que endoideço... Fico louca de tanto evitar pensar nas coisas. Mas elas ali estão à espreita. Quase parece que ficam à espera de um pequeno momento de loucura (ou será de lucidez?!) para se fazerem sentir.
Sei que não é por não falar, ou não sentir, que as coisas, os pensamentos, se evaporam... Mas seria muito bom que tivéssemos na nossa cabeça, e no nosso coração, uma tecla de "delete" para apagar tudo o que não quiséssemos. Assim, com apenas um click mandávamos tudo para a reciclagem.
Mas, ainda assim surge-me uma dúvida: o que faria eu com este poder na altura de esvaziar a reciclagem? O que pensaria quando me aparecesse a mensagem "Tem a certeza que pretende eliminar de forma permanente estes itens?". Não, não tenho mas obrigada por perguntar.
Sei que não é por não falar, ou não sentir, que as coisas, os pensamentos, se evaporam... Mas seria muito bom que tivéssemos na nossa cabeça, e no nosso coração, uma tecla de "delete" para apagar tudo o que não quiséssemos. Assim, com apenas um click mandávamos tudo para a reciclagem.
Mas, ainda assim surge-me uma dúvida: o que faria eu com este poder na altura de esvaziar a reciclagem? O que pensaria quando me aparecesse a mensagem "Tem a certeza que pretende eliminar de forma permanente estes itens?". Não, não tenho mas obrigada por perguntar.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Há dias assim
Ontem, sem sombra de dúvidas que me senti assim:
Hoje, depois de um sono (mais ou menos) reparador, já estou mais para este lado:
Mas, hoje é sexta e o fim de semana está à porta por isso tenho a certeza que as flores não tardam a aparecer!!!!
Há dias assim!....
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
(Silêncio)
Hoje dei por mim a pensar no como somos fúteis. Mesmo os que dizem que não o são. Não digo para nos contentarmos com pouco, nem com o mediano, mas darmos valor a todos esses "poucos" que fazem parte desse "todo" que é a nossa vida.
Nunca é demais um sorriso. Nunca é demais um abraço. Nunca é demais ajudar.
Hoje, à hora do almoço, enquanto estava à mesa com o Celso a comer uma refeição deliciosa, deparámo-nos com as imagens da catástrofe do Haiti. Parámos para ouvir os relatos do horror de quem não tem nada, nem sequer água para beber. O discurso comovido da repórter dizendo que, mesmo no meio deste caos, as crianças continuam a sorrir e as pessoas continuam a "dar Graças a Deus"... Olhámos um para o outro, com os olhos cheios de água e comemos em silêncio.
Nunca é demais um sorriso. Nunca é demais um abraço. Nunca é demais ajudar.
Hoje, à hora do almoço, enquanto estava à mesa com o Celso a comer uma refeição deliciosa, deparámo-nos com as imagens da catástrofe do Haiti. Parámos para ouvir os relatos do horror de quem não tem nada, nem sequer água para beber. O discurso comovido da repórter dizendo que, mesmo no meio deste caos, as crianças continuam a sorrir e as pessoas continuam a "dar Graças a Deus"... Olhámos um para o outro, com os olhos cheios de água e comemos em silêncio.
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